Não me dê uma segunda chance
Eu cometerei o erro novamente.
( ... )
"Só amei o que tinha fim. E tudo o que amei se eternizou! E ninguém é eu e ninguém é você. Esta é a solidão. Lispector
(Sá, Eduardo)
É plural, o amor. Só uma visão antiga, antes de se saber que somos construídos por camadas sucessivas, podia imaginar o amor como um instrumento monolítico.
Essa concepção priva as pessoas da alegria e amarra o amor à idade.
De facto, não existe essa amarra se formos cultos do ponto de vista psicológico.
O amor é um estado de alma que evolui até à morte.
Para muitos, dias nublados e chuva estão ligados a mau humor. Mas para quem se identifica como pluviófilo, essas condições trazem conforto, prazer e uma sensação genuína de felicidade.
O termo descreve pessoas que se conectam de forma especial com céus cinzentos, encontrando neles inspiração e serenidade.
Essa afinidade vai além da estética: o som constante da chuva ajuda a relaxar, reduzindo ansiedade e estresse, enquanto o cheiro da terra molhada — o petricor — desperta memórias afetivas e sensação de acolhimento, favorecendo momentos de introspecção.
Embora culturalmente associados à melancolia, estudos em psicologia mostram que a predileção por dias cinzentos pode refletir a busca por silêncio, reflexão e pausas mentais.
A pluviofilia é um lembrete de que o bem-estar é pessoal e que até o que muitos chamam de “tempo ruim” pode trazer equilíbrio.
Saudade dos tempos idos,
Em
Dimensões de abismo
De primavera sem flores
Nubra imensidão
Frio lá fora
Gelo no peito
Espera sem riso.
Solidão
De estrela cadente,
Sem rumo
talvez...
Com destino outrora incerto
Encontrou o Supremo
Destino, de risos e certeza
De brilhos precisos,
Permanentes.